Vinicius de Moraes foi muito mais que nosso "Poetinha", apelido carinhosamente atribuído a ele. Marcus Vinicius da Cruz de Melo Moraes foi compositor, intérprete, escritor, jornalista, advogado, diplomata. Uma pessoa que viveu a vida ao máximo, passou uma metade dela viajando, a outra amando (teve nove casamentos). mas seu legado ainda está presente nos corações dos apaixonados. Apaixonados pela vida, acima de Tudo.
São Demais os Perigos Desta vida
Pra quem tem paixão principalmente
Quando uma lua chega de repente
E se deixa no céu, como esquecida
E se ao luar que atua desvairado
Vem se unir uma música qualquer
Aí então é preciso ter cuidado
Porque deve andar perto uma mulher..."
Pra quem tem paixão principalmente
Quando uma lua chega de repente
E se deixa no céu, como esquecida
E se ao luar que atua desvairado
Vem se unir uma música qualquer
Aí então é preciso ter cuidado
Porque deve andar perto uma mulher..."
Em todos os casamentos desfeitos, a mesma cena se repetia.Ele ia embora praticamente com a roupa do corpo, levando consigo, no entanto, a certeza de que seu coração sempre estaria aberto para paixões novas e avassaladoras. Ele vivia alegre e com intensidade assustadora. Como grande artista que foi, Vinicius fez com que toda a emoção e delicadeza de cada um de seus encontros e desencontros fizessem parte de sua magnífica obra.
Em entrevista concedida à Clarice Lispector, Vinicius de Moraes fala sobre o amor e sobre as mulheres:
C.L:- Você acaba um caso porque encontra outra mulher ou porque se cansa da primeira?
V.M. - Na minha vida tem sido como se uma mulher me depositasse nos braços de outra. Isso talvez porque esse amor paixão pela sua própria intensidade não tem condições de sobreviver. Isso acho que está expresso com felicidade no dístico final do meu soneto "Fidelidade": "que não seja imortal posto que é chama / mas que seja infinito enquanto dure".
Em entrevista concedida à Clarice Lispector, Vinicius de Moraes fala sobre o amor e sobre as mulheres:
C.L:- Você acaba um caso porque encontra outra mulher ou porque se cansa da primeira?
V.M. - Na minha vida tem sido como se uma mulher me depositasse nos braços de outra. Isso talvez porque esse amor paixão pela sua própria intensidade não tem condições de sobreviver. Isso acho que está expresso com felicidade no dístico final do meu soneto "Fidelidade": "que não seja imortal posto que é chama / mas que seja infinito enquanto dure".

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